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Condicionantes da Literatura em Goiás



José Faria Nunes
é Jornalista,
Escritor e
Acadêmico da L.A.L.B.

Para início de conversa é preciso lembrar que Goiás inexistiria no contexto brasileiro não fosse a ousadia, a coragem e o atrevimento de um determinado contingente paulista, os bandeirantes, que alargaram as fronteiras dos domínios portugueses na América do Sul. Antes dos bandeirantes adentrarem-se nos territórios dos índios goyazes, essa parte do continente sulamericano pertencia à Espanha, integrando o vice-reino do Peru. Não fosse a ação dos bandeirantes, “nosotros de acá estaríamos hablando, leyendo y escribiendo en el idioma de Cervantes”.
Mas este escriba está a escrever no idioma de Camões. Isso graças ao intrépido Anhanguera - o filho - fundador da primeira vila nas terras que viriam a constituir mais uma célula da interlândia brasileira.
Feitas as considerações iniciais, adentremo-nos na questão da literatura produzida em Goiás pelos escritores aqui nascidos e pelos que para cá migraram. Porém, antes de abordarmos a literatura propriamente dita, reportemo-nos a alguns condicionamentos históricos que nos remetem a um melhor entendimento do contexto em que se deu nossa formação cultural e literária.
Vale lembrar que, por força do posicionamento geográfico, Goiás veio a se constituir uma síntese do Brasil, podendo-se aqui ser encontrado um pouco de todo o restante do país, inclusive dos falares de outras províncias deste continente Brasil.
Diante do exposto pode-se compreender o ecumenismo cultural de Goiás, com nada genuinamente goiano, nem mesmo a culinária, exceto pelas condicionantes oferecidas pela natureza, a exemplo de nosso pequi, inexistente na maioria das partes outras do território nacional.
Fora dessa particularidade tudo se é possível aqui, desde que não se queira tolher a liberdade dos “goiazes” da modernidade. E nessa liberdade o goiano insiste e persiste, inclusive na literatura, embora por aqui ela tivesse chegado com retardo. Isso mediante as condicionantes a serem estudadas neste escrito.
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O atraso goiano nos primeiros séculos de nossa história deve ser considerado com relação a dois fatores principais. O primeiro, devido ao descaso dos portugueses que preteriram o Brasil em favor do oriente, impedindo que os avanços empreendidos na Europa nos séculos medianos do segundo milênio chegassem por aqui.
O segundo foi devido às maiores facilidades de investimentos no litoral do que nos sertões do interior, aprofundando o descompasso de nosso desenvolvimento. Assim tivemos atraso com relação a outras colônias de então, a portuguesa da Ásia e as espanholas da América.
O retardo no início da colonização de Goiás se deu não só com relação às colônias da península ibérica fora do Brasil. Aconteceu também com relação ao processo colonizatório das regiões Sudeste e Nordeste, chegando neste caso a mais de século. Em se considerando o processo colonizatório lusobrasileiro como um todo, notadamente no litoral e proximidades, casos houve em que o descompasso chegou a três séculos.
Esse fato é o que se pretende confirmar no decorrer do presente texto. Inclusive com consequência também no retardamento de nossas manifestações literárias.
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Pode-se afirmar que os bafejos desenvolvimentistas só chegaram ao território goiano a partir do século XIX, com mais ênfase acentuado no último século. Sobretudo com a mudança da capital de Goiás para Goiânia e da capital federal para o planalto central, fato consolidado com a construção de Brasília.
As assertivas com relação à Europa fundamentam-se no fato de que no velho mundo, antes mesmo dos descobrimentos da América e do Brasil, já haviam sido criadas diversas universidades. A de Bolonha, na Itália, em 1088; a de Oxford, no Reino Unido, em 1096; a de Paris, na França em 1170; a de Salamanca, na Espanha, em 1218; e a de Coimbra, em Portugal, em 1290.

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Em sendo a educação um fator primordial de desenvolvimento para uma comunidade, tanto local como regional ou nacional, propagando-se, a partir da educação, as demais facetas do desenvolvimento.
O retardo do nosso desenvolvimento econômico e cultural do Brasil se pode entender principalmente pela preferência dos portugueses pelo lucrativo comércio com o oriente.
O fato levou a coroa portuguesa a criar na Ásia, já no século XVI, a Universidade de Macau (1594), então colônia portuguesa. No Brasil as primeiras universidades só apareceram no século XIX, após a vinda da família real (1808). Antes disso apenas uma escola de formação de oficiais do exército português no Brasil tinha sido criada: a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, do Rio de Janeiro (1792), pela rainha D. Maria I, instalada pelo vice-rei e capitão-general D. José Luís de Castro, conde de Resende.
Por outro lado, a coroa espanhola, no século XVI, já havia criado a primeira universidade do território americano. A universidade de Lima, no Peru, data de 12 de maio de 1551.
No século seguinte foram criadas no vice-reino do Peru as universidades de Córdoba, na Argentina, em 1613; e a de Sucre, na Bolívia, em 1613 e outras mais em outros pontos das colônias espanholas na América.
Os interesses da corte espanhola na América do Sul, assim como da corte portuguesa no Brasil, de início eram voltados apenas para o litoral.
No litoral do Pacífico a Espanha já havia criado o vice-reino do Peru, que abrangeria todo o território hispanoamericano do Sul. O vice-reino abrangia todo o oeste da linha imaginária do tratado de Tordesilhas, incluindo a maior parte do hoje compreendido território goiano. Devido ao desinteresse dos espanhóis pelo interior do continente, até então inexplorado, oportunizou-se a penetração dos bandeirantes brasileiros pelos sertões alargando, assim, o território da colônia do Brasil.
Esse foi o caso da bandeira de Bartolomeu Bueno que explorou os sertões dos índios goyazes. Coube a Bueno filho o início da colonização do território que mais tarde seria o Estado de Goiás.
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As elites econômicas e políticas da colônia do Brasil, sem opções na colônia para a educação dos filhos, recorriam à metrópole portuguesa, especialmente a Universidade de Coimbra, referência maior para os lusobrasileiros. Era em Coimbra que os filhos de famílias abastadas do Brasil-Colônia e do Brasil-Império frequentavam seus cursos superiores. Cursos de Direito, de Filosofia e Latim, os últimos essenciais para o exercício do magistério de então, beneficiando filhos de colonos e também a catequese jesuítica para os indígenas.
Em Coimbra, os brasileiros conheceram as obras dos principais filósofos do Iluminismo: John Locke (1632-1704), que acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), que defendia a liberdade de pensamento; Rousseau (1712-1778) que defendia a ideia de um estado democrático que garantisse igualdade para todos; e Montesquieu (1689-1755) que defendeu a divisão tri-partite do poder político.
Foi nesse contexto que se formou boa parte dos intelectuais brasileiros, entre eles alguns dos inconfidentes mineiros, como Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), Tomás António Gonzaga (1744- 1810), Alvarenga Peixoto (1742-1793) e Silva Alvarenga (1749-1814). O próprio Gregório de Matos (1636-1695), primeiro poeta brasileiro, foi um dos bacharéis de Coimbra.
Além de os portugueses preferirem o oriente em detrimento do Brasil, os que aqui se estabeleceram preferiram o litoral em detrimento do interior do continente, onde a situação era ainda pior. Se o litoral da colônia já se desenvolvia com atraso, pode-se imaginar, então, como era ainda maior o atraso dos sertões interioranos.
A propósito, vale lembrar que enquanto Goiás, em 1592, registrava a incursão do primeiro bandeirante, Sebastião Marinho (para alguns historiadores “o descobridor de Goiás”), no litoral ou perto dele já tinham sido fundadas diversas vilas, hoje cidades como São Vicente, em São Paulo, em 1532; Vila Velha-ES e Olinda-PE em 1535; Santos, SP, em 1536; Recife-PE em 1537; Vitória-ES, em 1540; Salvador-BA em 1549 e as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente em 1554 e 1565.
No litoral, as cidades tomavam corpo já no primeiro século após o descobrimento. Enquanto isso, em Goiás, só dois séculos mais tarde surgia a primeira vila, fundada por Bartolomeu Bueno da Silva - o Anhanguera Filho. Ele fundou o Arraial de Sant’Anna que, em 1736 conquistou o status de vila, a Vila Boa (nome em homenagem a Bueno).
Naquela época Goiás pertencia à Capitania de São Paulo. A Capitania de Goiás só foi criada em 1758 e, mesmo assim, o seu primeiro governador, dom Marcos de Noronha, o Conde dos Arcos, só chegaria à capital da capitania, agora cidade de Goiás, cinco anos depois.
Ao considerar que a presença dos portugueses no Brasil, a princípio, foi só de exploração e não de colonização, entende-se bem o retardo do desenvolvimento nas terras do pau-brasil. Somente ante a manifestação de interesse dos ingleses, holandeses e franceses pelas terras brasílicas os portugueses decidiram incrementar a colonização.
Mesmo assim sem se interessarem por um efetivo desenvolvimento, pois o Brasil, para eles, nada mais era que um meio de enriquecimento nas novas terras para o gozo de suas fortunas na Europa.
Este seria o primeiro motivo para o rigoroso controle econômico e social da colônia, que nada mais era que fornecedora de matéria prima para a metrópole. Quando Goiás surgira no mapa da colônia, ocorrera tudo segundo o script praticado desde sempre: exploração em vez de colonização. Além da limitada sobrevivência local, a produção local de ouro seguia para a sede da colônia, no Rio, e de lá para a metrópole, na Europa.
Para melhor localização da situação de Goiás naqueles tempos, tomemos por base a educação que é o primeiro termômetro de desenvolvimento. Vejamos: a primeira escola primária em território goiano data de 1787, na cidade de Meia Ponte (Pirenópolis).
No século XIX os estudantes goianos filhos de famílias de elevado poder aquisitivo, geralmente concluíam seus estudos secundários em Minas Gerais e faziam curso superior em São Paulo (de 1827 em diante). Os filhos de famílias menos abastadas eram encaminhados para alguma escola militar ou para o seminário.
Em Goiás a primeira escola normal só aconteceu em 1882, na última década do império. Anos depois seria proclamada a república. A maioria das crianças e adolescentes goianos, no entanto, permanecia analfabeta, mesmo após o surgimento da república.
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Só com a vinda da família real em 1808 se incrementou o desenvolvimento da colônia do Brasil. O príncipe regente, D. João, elevou o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves. Afinal não ficava bem aos olhos das nações amigas a família real residir em uma atrasada colônia, ainda que provisoriamente, como era a intenção.
Em 1808 surgiu a Imprensa Régia e três anos depois, em 1811, a primeira tipografia e editora privada. Esse notável feito oportunizou a publicação da primeira revista brasileira (As Variedades); o primeiro jornal da Bahia – terceiro do país – Gazeta da Bahia; e, pelo menos, 176 títulos de livros.
Em Goiás só em 1863 surgiu o primeiro livro impresso, Viagem ao rio Araguaia, autoria de Couto Magalhães, então governador.
Nem a elevação de Goiás à categoria de província, após a independência do Brasil, alterou a realidade socioeconômica de Goiás. Continuou o quadro de pobreza e isolamento.
A expansão da pecuária, nas três primeiras décadas do século XIX, alcançou relativo êxito, oportunizando o aumento da população. Novas cidades surgiram: Rio Verde, Jataí, Mineiros, Caiapônia e Quirinópolis, entre outras.
Na segunda metade do século XIX começou o povoamento da região do ribeirão do Caçu, sendo que somente na segunda década do século XX se criou o Patrimônio do Sagrado Coração de Jesus do Rio Claro, surgindo o povoado da Água Fria, hoje cidade de Caçu.
De volta à questão da educação, ressalte-se que o atraso brasileiro só oportunizou as primeiras universidades no século XIX. Somente em 1827, portanto, após a proclamação da independência do Brasil, surgiu o primeiro curso jurídico em território brasileiro, com a criação do curso de Direito de São Paulo. Até então os profissionais do direito no Brasil vinham da Universidade de Coimbra.
Em Goiás a situação foi pior. Somente em 1898, portanto após a proclamação da república, surgiu a primeira faculdade de Direito, instalada na antiga capital, depois transferida para Goiânia. Só durante a construção de Brasília surgiu a primeira universidade goiana: a Universidade Católica, PUC. A primeira universidade pública goiana, a UFG, só foi criada no ano da inauguração de Brasília .
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Até aqui este escriba limitou-se a traçar o panorama do desenvolvimento goiano em face ao do Brasil, inclusive com uma breve abordagem de aspectos educacionais, fatores condicionantes do surgimento e desenvolvimento da cultura literária.
Ao estudarmos este particular deve-se lembrar principalmente de instituições sediadas na capital, como a União Brasileira dos Escritores de Goiás-UBE, o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás-IHGG e a Academia Goiana de Letras, esta nos moldes da academia francesa e da brasileira de letras.
Hoje, entre os mais de mil escritores associados às diversas entidades culturais e literárias de Goiás, dezenas deles, talvez centenas, atuam ativamente e com mérito na vida cultural do Estado, seja como autores ou como ativistas culturais. Isso não só na capital do Estado, onde se encontram os mais consagrados pela mídia ou por segmentos localizados da sociedade, mas também no interior do Estado há nomes que merecem menção.
Para não ser exaustivo e para respeitar os limites de espaço concedidos, limitemos a declinar poucos deles. Muitos outros podem e merecem ser lembrados, tanto militantes na capital quanto em algumas cidades do interior.
Goiás, hoje, conta com academias de letras disseminadas não só em Goiânia, mas também em diversos municípios de outras regiões, de norte a sul e de leste a oeste do Estado.
Entre os escritores brasileiros nascidos em Goiás ou aqui residentes há quem ressinta da
discriminação do eixo Rio São Paulo com relação à literatura produzida em Goiás ou por goianos residentes fora dos limites do Estado.Isso é compreensível a partir da própria estrutura da Academia Brasileira de Letras, cujo estatuto, em seu artigo primeiro, determina que, dos 40 titulares daquele sodalício, pelo menos 25 deles devem residir na cidade do Rio de Janeiro. Dessa forma para todo o restante do território nacional, inclusive as cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro, restam apenas 15 cadeiras para serem disputadas. E mesmo assim nem sempre os critérios de eleição são a significação literária da produção do candidato, mas também critérios outros, inclusive de motivação política.
Sem declinar nomes, nos quadros da ABL são comuns os casos de presença de senadores, ex-presidentes da república ou ex-governadores de Estados. Exceções especiais também existem para outras metrópoles do Sudeste e de outros Estados litorâneos.
Do Centro-oeste brasileiro (que me perdoe pelo equívoco, se houver), apenas dois nomes ocuparam cadeiras na casa de Machado de Assis: o goiano Bernardo Élis e o matogrossense Dom Aquino. Este último, entretanto, foi também governador de seu Estado, além de ter ocupado cargo superior do clero católico. Não cabe a este escriba julgar o mérito de sua obra literária, mas vale o questionamento.
O caso de Bernardo Élis merece reflexão especial. Sem dúvida um dos maiores valores da literatura goiana e brasileira, Bernardo foi para a ABL em uma situação no mínimo curiosa. Seu concorrente, o ex-presidente e ex-senador por Goiás, JK, era “persona non grata” do Governo Militar da época. Portanto, sua eleição para a ABL não seria conveniente na ocasião. Poderia indispor setores da entidade com o governo militar de então, ou vice-versa, fato que não seria conveniente para nenhuma das partes. Preferível aceitar o goiano Bernardo.
Apesar dessa situação questionável, deve-se ressaltar que a cada dia mais e mais goianos tem ultrapassado os limites de nossa província literária, estando hoje já integrados em outras ilhas literárias do Brasil, inclusive no eixo Rio-São Paulo.
Sobejam conceitos ou preconceitos pejorativos que sobrecaem de maneira generalizada à produção bibliográfica dos goianos, inclusive por segmentos até mesmo aqui residentes. Isso talvez decorra de julgamentos apressados, levando-se em conta apenas a infinidade de livros cujos autores talvez escrevam tão somente para perpetuarem em livros suas memórias, autoqualificando-se escritores e assim considerado pelos seus.
Sejamos menos cabotinos e tenhamos a humildade de reconhecer que, como se disse nas escrituras sacras, há muito joio entre o trigo. Entretanto há que reconhecermos também muito trigo e de boa qualidade entre tanto joio. Em Goiás há autores, e muitos deles, que nada perdem para os consagrados autores nacionais, exceto presença na mídia.
A literatura em Goiás teve seu advento com Bartolomeu Antônio Cordovil (Antônio Lopes da Cruz) que, embora não sendo goiano (veio do Rio de Janeiro) foi reconhecido como o primeiro poeta goiano. Sua obra Ditirambo às Ninfas Goianas data de 1800. Ele foi um dos brasileiros bacharéis de Coimbra.
Como prosador o destaque de primeira hora ficou com Hugo de Carvalho Ramos, que publicou em 1917 o livro de contos Tropas e Boiadas. Até hoje permanece como uma das obras goianas mais aplaudidas. Pode-se afirmar que ele foi o precursor do modernismo em Goiás, antecedendo a Semana da Arte Moderna de São Paulo.
Deve-se ressaltar que os efeitos da semana de arte moderna de 1922 aqui chegaram, na poesia, com atraso de quase uma década. Só em 1928 foi publicado aqui o primeiro livro precursor do modernismo poético em Goiás. Trata-se do livro “ontem”, de Leo Lynce (Cyllenêo Marques de Araújo Valle), consagrado como príncipe dos poetas goianos.
O GEN-Grupo de Escritores Novos foi um grupo de universitários, constituído na década de 1960 do século passado, cujos integrantes, até hoje, são referências na literatura produzida em Goiás. Alguns deles são goianos natos, a exemplo de José Mendonça Teles e Geraldo Coelho Vaz. Outros são goianos por opção, entre eles Aidenor Aires e Martiniano J. Silva, nascidos na Bahia, Miguel Jorge, nascido em Mato Grosso do Sul e Yêda Schmaltz, de Pernambuco, entre outros.
A cidade de Corumbá de Goiás deu ao Brasil dois renomados escritores (hoje falecidos): José J. Veiga, um dos maiores representantes do realismo fantástico brasileiro; e Bernardo Élis, até hoje o único goiano a ocupar uma cadeira na ABL. Seu romance “O tronco” virou filme, “Ermos e gerais” e “Veranico de janeiro” (1966) são suas obras mais aplaudidas.
São também celebrados em memória os irmãos Afonso e Domingos Félix de Souza, Cora Coralina, Marieta Teles, José Godoy Garcia, Eli Brasiliense, Anatole Ramos, Tagore Biran, Basileu França e Carmo Bernardes, entre outros.
Em nosso convívio e com merecida notoriedade contamos com o poeta, ensaísta e crítico literário Gilberto Mendonça Teles, residente no Rio de Janeiro; em Goiânia encontram-se, entre outros, expoentes como José Mendonça Teles, Geraldo Coelho Vaz, Martiniano J. Silva, Hélio Moreira, Brasigóis Felício, Emílio Vieira, Delermando Vieira, Ney Teles, Alaor Barbosa, Licínio Barbosa, Mário Ribeiro Martins, Hélio Rocha, Paulo Batista, Bariani Ortêncio, Luiz de Aquino, Maria Cassimiro, Gabriel Nascente, Luiz Fernando, Nelson Figueiredo, Adelice da Silveira Barros, Eurico
Barbosa, Lêda Selma, Antônio José de Moura, Miguel Jorge, Ubirajara Galli, Ursulino Leão, José Fernandes, Edival Lourenço, Valdivino Brás, Maria Helena Chein, Edival Lourenço, Elverton Baiano, Itamar Pires, Maria Abadia, Elizabeth Abreu, Vera Maria Tietsman, Darcy França Denófrio, Valdemes Menezes, Agostinho Moreira, Rosimeire Soares, Lionízia Goyá, Ana Luiza de Lima, Jonan de Castro, Eliene Ferreira, Élvis Nascimento e os goianos acadêmicos honorários na Literária Academiae Lima Barreto, do Rio de Janeiro (Amaury Lemos, Dinorah de A. Mendonça, Paulo G. Orvalho e este escriba), entre outros na capital e no interior do Estado.
Para concluir, deve-se ressaltar a presença constante de representantes de Goiás nos mais significativos eventos literários no Brasil, a exemplo das bienais e feiras, encontros nacionais e internacionais de livros e em importantes publicações como ensaios, enciclopédias e antologias. Com frequência temos nomes de goianos premiados Brasil afora, com prêmios de âmbito local, regional ou nacional e até mesmo internacional.
Entretanto sentimos carência de mais investimentos públicos e privados no setor literário em Goiânia e em outras destacadas ilhas literárias brasileiras.
Espera-se que, com a desejada universalização do Sistema Nacional de Cultura, se contemple todo o Estado e todos os municípios goianos onde quer que haja escritores e leitores, pois um não sobrevive sem o outro.